Publicado em 11/06/2025. A Frente Nacional de Clubes (FNC) divulgou uma nota conjunta assinada por 52 times das Séries A e B criticando o substitutivo ao PL 2.985/2023, que prevê proibir patrocínios de betting em camisas e material promocional. Segundo os clubes, o corte geraria um rombo de R$ 1,6 bilhão por temporada.
Principais argumentos da carta
- Diminuição de receitas num momento de ajuste ao Fair Play Financeiro da CBF.
- Risco de desemprego: cortes em categorias de base e esportes olímpicos.
- Perda de competitividade internacional frente a ligas que permitem contratos de betting.
Receita 2024 de patrocínios de betting (estimativa)
Fontes: FNC, balanços 2024 dos clubes e relatório Sports Value (maio/2025).
O que diz o projeto de lei?
O substitutivo, apresentado em 29/05/2025, quer restringir publicidade de apostas às faixas de 19h30 – 0h00 e vetar patrocínios em uniformes. O texto alega “proteção a menores”, mas clubes defendem autorregulação em vez de veto total.
Reação de federações e atletas
“Sem o dinheiro das casas de apostas, metade dos times da Série B fecha as portas”, disse o presidente da Federação Gaúcha, Luciano Hocsman.
Cenários possíveis
| Cenário | Efeito no caixa | Probabilidade (FNC) |
|---|---|---|
| Veto total aprovado | -R$ 1,6 bi/ano | 25 % |
| Veto parcial (camisa liberada) | -R$ 800 mi/ano | 40 % |
| Sem veto, com regras de horário | -R$ 200 mi/ano | 35 % |
Fontes: Carta da FNC (03/06/2025); PL 2.985/2023 – substitutivo 29/05/2025; Sports Value – Relatório de Patrocínios (maio/2025).