Em junho de 2026, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que 25,2 milhões de brasileiros apostavam em casas de apostas ilegais.
O número chama atenção, mas existe outro dado que ajuda a entender por que o mercado clandestino ainda é tão grande: muitos apostadores simplesmente têm dificuldade para saber se uma bet é legal ou não.
A maioria dos apostadores tem dificuldade para identificar uma bet ilegal
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva realizada entre abril e maio de 2025 com 2 mil apostadores mostrou que 78% consideravam difícil distinguir sites legais dos ilegais.
Além disso, 72% disseram que nem sempre conseguiam verificar se uma plataforma estava regularizada e 46% afirmaram já ter depositado dinheiro em um site que posteriormente descobriram ser falso ou irregular.
Isso mostra que nem sempre quem aposta em uma plataforma clandestina fez essa escolha conscientemente.
Sites ilegais podem utilizar nomes parecidos com os de marcas conhecidas, mudar frequentemente de domínio e aparecer em anúncios ou divulgações de influenciadores.

E este problema segue atual. Em uma nova pesquisa realizada em maio de 2026, 48% dos entrevistados disseram ter apostado em sites que não terminavam em .bet.br, enquanto 53% utilizaram plataformas que não exigiram reconhecimento facial nos três meses anteriores ao levantamento.
Quais são os riscos de apostar em uma bet ilegal?
A principal diferença é que uma plataforma ilegal opera fora das regras estabelecidas para o mercado brasileiro. As casas regulamentadas precisam de autorização da SPA, utilizar o domínio .bet.br e cumprir normas relacionadas à identificação dos usuários, pagamentos e Jogo Responsável.
Ao apostar em uma plataforma clandestina, o usuário fica mais exposto a problemas como:
- Dificuldades para sacar o dinheiro: não existe a mesma supervisão sobre pagamentos e funcionamento da plataforma;
- Ausência das regras de Jogo Responsável: limites, autoexclusão e outras ferramentas obrigatórias nas bets regulamentadas podem simplesmente não existir;
- Falta de mecanismos oficiais de proteção: em caso de conflito, fraude ou bloqueio da conta, buscar suporte ou responsabilização pode ser muito mais difícil;
- Operação fora da fiscalização da SPA: a plataforma não está sujeita às mesmas exigências impostas às empresas autorizadas no Brasil.
Nas casas regulamentadas, por outro lado, existem regras de identificação e reconhecimento facial, além de ferramentas de autoexclusão. O sistema centralizado do governo, por exemplo, permite bloquear o acesso de um apostador a todas as bets autorizadas ao mesmo tempo.
Como saber se uma bet é legal no Brasil?
Alguns sinais ajudam a identificar se uma casa de apostas está regulamentada:
- Domínio .bet.br: todas as plataformas autorizadas nacionalmente precisam utilizar essa extensão;
- Licença da SPA: a empresa deve aparecer na lista oficial do Ministério da Fazenda;
- Verificação de identidade: as bets regulamentadas utilizam reconhecimento facial e outros procedimentos de identificação;
- Meios de pagamento dentro das regras: plataformas autorizadas não podem aceitar apostas financiadas por cartão de crédito;
- Ferramentas de Jogo Responsável: limites e mecanismos de autoexclusão também fazem parte das exigências.
Ainda assim, para quem não acompanha a regulamentação de perto, conferir todos esses pontos pode ser trabalhoso. É justamente aí que entra o Verificador de Licença do Aposte Legalmente.
Como evitar sites de apostas ilegais no Brasil?
Uma das formas mais rápidas e eficazes de conferir se um site de apostas é legal (ou não) é através do Verificador de Licença do Aposte Legalmente.
Com ele, você pode pesquisar uma casa de apostas e verificar se ela está autorizada a operar no Brasil antes de criar uma conta ou fazer qualquer depósito.

Com 25,2 milhões de brasileiros estimados utilizando bets ilegais e quase 8 em cada 10 apostadores relatando dificuldade para diferenciar plataformas legais das clandestinas, conferir a licença do site de apostas passou a ser um passo importantíssimo para a proteção do apostador no mercado brasileiro.